Grupo suspeito de roubar mercadorias e revendê-las é preso nesta quinta (3)

0
23

Operação Carga Pesada visa desarticular a organização, que utilizava empresas de fachada para “esquentar” os produtos. Sete mandados foram cumpridos

Sete pessoas que integravam um grupo suspeito de furto, roubo e receptação de carga roubada foi preso pela Polícia Civil do DF (PCDF) nesta quinta-feira (3). Por meio da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), a operação denominada de Carga Pesada cumpriu os mandados de prisão expedidos pela Justiça.

Segundo investigações, oito pessoas fazem parte do grupo — portanto, um deles ainda está foragido. Eles são suspeitos de revender as mercadorias do gênero alimentício em comércios espalhados por todo o Distrito Federal, produtos estes que eram provenientes de roubo e furto.

As prisões aconteceram no DF e em Águas Lindas de Goiás-GO.

Tocador de vídeo

00:00
00:00

Conforme explica o coordenador da Corpatri, André Luis Leite, a organização criminosa era investigada em 2018, chegando a ter os membros presos. No entanto, eles conseguiram liberdade e voltaram a cometer crimes, tornando-se especialistas em furto, roubo e receptação de carga, segundo o agente. Ao que as investigações indicam, o grupo era hierarquizado e havia divisão de tarefas entre eles. Um homem de 42 anos é o suposto líder.

“A investigação avançou quando os investigadores conseguiram identificar diversas empresas de ‘fachada’ que a organização criminosa utilizava para ‘esquentar’ as mercadorias produto de crime. Neste contexto, os criminosos roubavam diversas mercadorias de gêneros alimentícios e emitiam notas fiscais falsas com finalidade de dar aparência de legalidade às cargas subtraídas”, conta o delegado. Estas empresas eram sediadas em São Paulo, Alagoas e no Espírito Santo.

“O agir de Deus é lindo”, diz um adesivo colado em um dos caminhões utilizado pelo grupo. Foto: Divulgação/PCDF

Uma destas empresas de fachada, segundo informações da Secretaria da Receita do Estado de São Paulo, teria emitido um total de 1.198 documentos válidos somente entre janeiro e julho deste ano, sendo o volume total de operações de saída de aproximadamente R$ 61 milhões. Nesse mesmo período, a falsa empresa recebeu um total de 506 documentos válidos, sendo o volume total de operações de entrada de quase R$ 17 milhões.

“Após a Secretaria da Receita do Estado de São Paulo ter elaborado uma notificação e constatado que essa empresa na realidade não existia no endereço fornecido em seu cadastro — conforme investigado pela PCDF”, conclui o coordenador. As investigações concluíram que tratava-se de uma organização de fachada criada para emissão de notas fiscais frias. Segundo a PCDF, esta em específico teve as atividades suspensas.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here